quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Apesar da minha idade (que tanto pode ser muita como pouca, é subjectivo. Mas neste caso considero-a pouca) já muita gente passou por mim. Gente que eu gostava, gente fixe, gente madura, gente gira ;) Mas também pessoas más, sem carácter que felizmente seguiram caminhos diferentes do meu.

Hoje, pensando no meu passado, acho que a minha maneira de ser teve o desenvolvimento padrão mais 'correcto'.
Passei da infantilidade e dramatismo à calma e maturidade.(*) Sou (ainda mais) sensível do que antes mas também sou mais forte.
Toda a minha vida (até aqui e até hoje) me tem dado bastante; tanto que me dá a possibilidade de olhar à minha volta e comentar o que vejo.
Alguém me explica como é que se anda para trás? Como é que se passa de alguém com ideias claras e bem formadas para alguém (como eu era) com ideias que se tiram da cabeça dos outros?
Como é que alguém que é sociável deixa de o ser? Como é que alguém que arriscava deixa sequer de tentar?

O ponto positivo disto é que não sou só eu a ver.
Em tom de brincadeira, mas continuando dentro do assunto sério: andam todos a tomar hormonas de EMO!

Enquanto isso eu vou Fumando Vida!

(*) não sou exemplo para ninguém, mas acho que tenho alguma.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Quantas vezes acordas com a sensação de que, apesar de teres 'tudo', te falta algo?
Quantas vezes acordas sem saber pelo que vives e pelo que davas a vida?

Faz parte da natureza humana o descontentamento, a insatisfação, nunca nos chega nada do que temos. Tudo é pouco, mais que tudo é nada.
Não quero tudo, quero o suficiente, mas que também seja minimamente intenso, quero emoções a flor da pele.

Quero viver!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hoje, enquanto ouvia música, voltei a tomar atenção na letra de uma delas... Uma daquelas que já não ouvia há algum tempo por estranhas e variadas razões (que não irei referir devido ao seu baixo grau de interesse para o desenvolvimento), e até que ouço o rapaz a cantar a seguinte frase "Give me your hand but realize I just wanna say goodbye" (dá-me a tua mão mas entende que só quero dizer adeus), pensem um bocadinho nela...
Já está? Mesmo? E a que conclusão chegaste?

Eu acho que é mentira. Ou melhor, acho que não se concretiza na realidade, pelo menos que eu tenha assistido ou ouvido falar.
Qual é a pessoa que te ama, que te vai deixar e que ainda te dá a mão na despedida?
Normalmente é "vai logo que não quero chorar" ou "despacha-te que não gosto de despedidas", é assim não é? Ou estou totalmente enganada? Se estou, diz-me por favor! Quero saber!
A base daquilo que quero escrever hoje é que: eu também não gosto de despedidas, mas temos que viver com elas e se não forem feitas, correcção, se não forem BEM feitas alguém vai ficar com algo por dizer ou fazer e, à semelhança da culpa, esse sentimento de incumprimento é dos mais corrosivos que existem...

Deixo-vos a dica...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sinto falta...
Daquela sinceridade genuína, daquele sorriso rasgado no final de cada frase sem sentido, daqueles pensamentos irreais e alegres, das situações contadas da pior maneira possivel só para me fazer rir, da maneira como ficava 'furiosa' quando era provocada...
Sinto falta de sentir que tinha tudo mesmo quando não tinha nada...

Sinto a tua falta.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Já alguma vez quiseste tanto algo/alguém que deixaste tudo para trás, que te sacrificaste? E em quantas dessas vezes o sacrifício valeu a pena? Espero que muitas.

Sou alguém que não gosta pela metade, se gosto é bem a sério (se não gosto, passa-se o mesmo, essa pessoa teria que mudar o Mundo e mesmo assim a minha opinião sobre ela dificilmente mudaria). Não tenho na memória e no coração muitos momentos em que o meu sacrifício tenha sido recompensado, por isso mesmo neste momento, por mais que goste não o consigo revelar.
O meu medo sobrepõe-se a minha necessidade. Eu quero e não deixo.
Nutro sentimentos, gosto a valer e privo-me daquilo que me poderia fazer feliz.

"Não adianta tentar tirar da cabeça, aquilo que não sai do coração"


terça-feira, 27 de julho de 2010

A Janela

Estou sentada no chão da sala com o pc no colo a espera que não aconteça nada enquanto acontece tudo.
Espreito pela janela, vejo fumo e vejo a minha amiga Lua (um pouco "nublada") a surgir por entre os ramos das árvores; o cheiro não é o daquelas noites de Verão do ano passado que, tão bem, eu guardei na minha memória; cheira a madeira queimada, eucalipto para ser mais exacta.
Nestes dias, não se ouve outra coisa na abertura das notícias televisivas além de "Incêndio em tal local queima X dezenas/centenas de hectares", "Bombeiros combatem as chamas à mais de Y horas"...

Há coisas que não se compreendem, ou melhor, que eu não compreendo, e esta coisa dos pirómanos/incendiários ou o que lhes quiserem chamar é uma delas. Qual o prazer de ver uma das coisas que nos permite viver a desaparecer em frente aos nossos olhos?

(escrito a 27/07/2010)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Há dias e Dias. Há noites e Noites. Há dias em que queremos ser noite, há noites em que sonhamos ser dia.
Há amor, há paixão e há ódio, há traição.
Há sonhos e há pesadelos, há tristeza e há alegria.

Há amizade e há...
Será a amizade algo tão completo que não admite um sentimento/estado oposto?